Expedições da FSG unem atendimento em comunidades vulneráveis e formação humanizada

Projeto de voluntariado leva ações de saúde a regiões com acesso limitado

02/06/2026

Levar atendimento, orientação e cuidado a comunidades em situação de vulnerabilidade social enquanto transforma a formação de futuros profissionais da saúde. Esse é o propósito das expedições de voluntariado promovidas pela FSG, iniciativa que vem ampliando alcance, número de participantes e impacto social.

Neste ano, o projeto levará estudantes para duas regiões marcadas por desafios sociais e riqueza cultural: a comunidade indígena Três Unidos, na Amazônia, e a comunidade Barro Branco, no sertão de Pernambuco.

Antes restrita a alguns cursos, a proposta agora amplia a participação de alunos de diferentes graduações da área da saúde e reforça uma nova visão de extensão universitária da instituição gaúcha baseada em vivência prática, responsabilidade social e imersão cultural. 

Repertórios culturais

Na Amazônia, a missão ocorre entre os dias 25 e 31 de julho e será voltada aos estudantes de Medicina Veterinária. Os participantes atuarão em consultas, vacinação, prevenção de parasitas, orientações sobre saúde animal e ações educativas junto aos indígenas da etnia Kambeba, moradores da comunidade Três Unidos, na Área de Proteção Ambiental do Rio Negro. 

Já no sertão pernambucano, entre 20 e 26 de julho, estudantes de Medicina, Psicologia, Fisioterapia, Nutrição, Enfermagem e Fonoaudiologia participarão de triagens, atendimentos básicos de saúde, rodas de conversa e ações educativas voltadas ao bem-estar da população local. 

Para Fernanda Sartor Meinero, docente do curso de Direito e responsável pela internacionalização acadêmica da FSG, a iniciativa vai muito além de uma atividade extensionista tradicional. “Essa experiência permite que o estudante compreenda, na prática, que o cuidado não se limita ao domínio técnico. Ele passa a entender a importância da escuta, da empatia, da responsabilidade social e do respeito às diferentes culturas e realidades”, afirma. 

Segundo a docente, o projeto representa uma mudança importante na forma como a universidade enxerga a internacionalização e a formação acadêmica. “A internacionalização não ocorre apenas quando o aluno sai do País. Ela também ocorre quando ele amplia repertórios culturais, humanos e sociais a partir do contato com diferentes comunidades, territórios e saberes”, destaca. 

Aprendizado prático

Além do impacto social nas comunidades atendidas, a experiência é vista pela instituição como uma ferramenta de formação humanizada para os futuros profissionais da saúde. 

Ao atuar em regiões com limitações de acesso à saúde, água, alimentação e infraestrutura, os estudantes são colocados diante de situações reais, imprevisíveis e profundamente humanas, experiências difíceis de reproduzir apenas em ambiente acadêmico. 

A convivência com comunidades indígenas e sertanejas também proporciona vivências culturais que fazem parte da programação, incluindo oficinas, rodas de conversa, apresentações culturais, trilhas, artesanato e integração com lideranças locais. 

Expansão do projeto

A FSG já trabalha na ampliação das expedições para outros cursos e até para experiências internacionais. A proposta é consolidar um modelo de voluntariado universitário estruturado, com acompanhamento pedagógico, impacto social mensurável e alinhamento à Agenda 2030 da ONU. 

Para a Instituição, o projeto representa um marco por integrar extensão universitária, formação prática, internacionalização e compromisso social em uma única experiência

“A universidade forma o aluno, o aluno compartilha conhecimento com a comunidade e retorna transformado por aquilo que aprende com ela. É uma troca que produz crescimento acadêmico, humano e social”, conclui a docente.